“Ai, tu é que és o meu rapaz” é uma peça que lê as palavras de violência redigidas num caso recente, conhecido de todos, e que descrevem, argumentam e justificam vários atos de agressão contra uma mulher que comete adultério. É demasiado forte, escandaloso, retrógrado para se crer naquelas palavras, sem sequer falar dos atos. Mas as palavras interessam e não se apagam. Nesta ‘cena operática’, a música acaba por ser uma tela de suporte que se desenrola, oprimida, ansiosa, nervosa.” (Sara Ross).