Um dia de chuva. Uma paragem de autocarro. Silêncio.
Um silêncio silencioso. Pausas sem poesia.
Na surdez da espera o diálogo dos pássaros anuncia que as cores nítidas e brilhantes tornaram-se turvas e esbatidas.
Perante esta amargura já nem os óculos são uma solução.
Um homem. Tanto silêncio. Resta-lhe apenas o embalo da memória