Óperas

Concerto Geral Contrapartituras “Até que a morte nos separe”

Laboratório de Ópera — M/14 anos — 40 minutos

2ª Edição - Laboratório de Ópera e Música em Cena

1ª obra – Desconheci-me, de Camila Menino

2ª obra – Ah, tu é que és o meu rapaz, de Sara Ross

Sinopse

É sempre um desafio encontrar os elos de ligação entre duas obras escritas por duas pessoas diferentes. Este ano, a este desafio junta-se o peso de uma temática que cuja natureza exige, acima de tudo, justiça no discurso. Mas o que é isso de ser-se justo?

De alguma forma também é essa a pergunta que aqui se coloca. Sobre a justiça do meu olhar sobre as obras “Desconheci-me” da Camila e “Ai, tu é que és o meu rapaz” da Sara. Mas há outras justiças, outros olhares, outras perspectivas que aqui se atravessam em cena e que, espero, vos atravassem a vocês.

A narrativa, desconstruída, propõe: corpos que se emprestam às palavras e às histórias de outros(as), de todes.

Uma mulher – um corpo sem memória – numa cama de hospital. E há algo que não desaparece mesmo que às portas do fim. O silêncio, o segredo, a vergonha, uma vida de violência. Que justiça é esta?

Uma mulher – um corpo com memória – numa sala de tribunal. E um juíz que se serve da Bíblia para auferir perdões e condenações. Que justiça é esta?

Cinco corpos, cinco músicos que se emprestam como narradores omnipresentes, por vezes protagonistas, à pergunta: Que justiça é esta?

Equipa

Camilo Menino e Sara Ross Composição
Tatiana Rocha Encenação
Teresa Nunes (Soprano), Miguel Leitão (Tenor), Crispim Luz (Clarinete), Lauro Lira Lopes (Violoncelo), Sérgio de A (Piano) Interpretação
Mariana Figueroa Desenho e Operação de Luz
José Afonso Monteiro Desenho e Operação de Som
Hugo Mesquita Desenho e Operação de Multimédia
Tatiana Rocha Produção
Pedro Sardinha Registo Fotografia

Apoio

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