Uma casa, duas vidas, um caminho. Idealmente o mesmo, porém, o destino prega partidas, troca planos e gera discórdia, frustração e altera as dinâmicas entre parceiros. Utilizando a música, corpo e voz para dialogar, um par de companheiros faz a derradeira jornada existencial lado a lado. Expondo as fragilidades da psique humana, o debate enrola-se em termos prosaicos que ganham a sua importância com o peso do passar do tempo, esse que é possivelmente o maior aliado das relações, sendo similarmente o seu maior inimigo. Consequente e paradoxalmente, encontramos dois músicos em diálogo constante, até ao ponto de ruptura em que um dueto se transforma num monólogo e um diálogo num solo.